Chega a quase 57 mil número de pessoas afetadas pelas chuvas no RS

25/09/2015 09:04

Subiu para 56.851 o número de pessoas afetadas pelas fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde a semana passada. Deste total, 118 famílias, representando 493 pessoas precisaram sair de casa e irem para abrigos ou casas de parentes.

A Defesa Civil segue atuando junto às comunidades atingidas, com entrega de material de apoio, monitoramento e levantamento de danos. Até o momento, sete municípios (de um total de 74) recorreram à Defesa Civil e foram atendidos com a doação de lonas, alimentos, agasalhos e colchões.

Nesta quinta-feira, o nível de alguns rios estabilizou, porém, permanece o alerta para a previsão de chuvas intensas nos próximos dias. 

Cassino registra temporal de Granizo 

Poucas horas após decretar situação de emergência, um novo temporal de granizo atingiu Rio Grande, no Sul do Estado, na noite desta quinta-feira. Por volta das 23h, durante aproximadamente cinco minutos pedras de gelo caíram e foi registrada ventania, principalmente no balneário Cassino. 

Foi registrado alagamento na Vila da Quinta, o que fez com que muitas pessoas tivessem que abandonar suas casas. Lonas estão sendo adquiridas pelo município de outros lugares para ajudar aos atingidos. Desde a noite de segunda-feira, quando ocorreu o primeiro temporal, mais de seis mil pessoas já pediram ajuda na Prefeitura. O município está adquirindo telhas para distribuir para as famílias carentes que ficaram com as casas destelhadas durante o temporal. 

Até a noite dessa quarta-feira, haviam 5,2 mil famílias cadastradas pela Prefeitura. “Com o granizo da noite de quarta-feira que atingiu entre outros locais a Barra e o Camping, acredito que chegaremos a sete mil famílias prejudicadas”, projeta o prefeito Alexandre Lindenmeyer. Ele solicita que as pessoas que queiram realizar doações de lonas para os atingidos procurem a Prefeitura no setor de doações da defesa civil.

Lindemmeyer conta que logo após o temporal pessoas tiveram que ser resgatadas com água pela cintura na região do camping. “Teve casal dentro de carro, mulher grávida em zona de alagamento. Até agora estamos conseguindo remanejar todos os que não têm condições de ficar em suas residências para a casa de parentes, mas em outros casos ginásios e escolas estão preparados para receber desabrigados”, relata. 

Não há aulas nas escolas municipais. Não haverá aulas na Furg e na rede estadual nesta sexta-feira. A universidade faz uma campanha, até esta sexta-feira, para o recebimento de doações para as famílias atingidas pelas enchentes e pelo granizo. São necessários fraldas geriátricas, fraldas infantis, cobertores, toalhas, roupas, alimentos não-perecíveis, material de higiene e material de limpeza. Por causa do acumulo de chuva, o km 472 da BR 471, entre os municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar teve nesta quinta-feira períodos de interdição total e parcial. Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal isto ocorre por causa do volume de água acumulada na pista.

Famílias são retiradas de casa no Vale do Sinos 

Cerca de 15 famílias optaram por deixar suas casas, na tarde desta quinta-feira, nas cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo. O nível do Rio dos Sinos está crescendo cerca de 2 cm por hora na região, deixando áreas ribeirinhas completamente alagadas. Em São Leopoldo, o rio estava com 4,86 m na tarde dessa quarta, e segundo a Defesa Civil, não há desabrigados pois os moradores procuram a casa de familiares e amigos.

Além disso, o Parque do Trabalhador, no bairro Vicentina, está pronto para receber famílias. O local possui cozinha e banheiros, além de barracas com colchões, e cobertores. "Pedimos especial atenção aos moradores das áreas de risco, que protejam seu patrimônio, documentos, medicação e roupas. As comunidades já foram informadas", salienta o secretário de Segurança e Defesa Comunitário, Jefferson Oliveira Soares, destacando que moradores de bairros como o Rio dos Sinos, Pinheiro e São Geraldo seguem em estado de alerta. 

Em Novo Hamburgo, o Sinos estava com 6,61 m, e a Rua Bruno Werno Storck, no bairro Canudos, ficou novamente bloqueada pela água do Rio do Sinos que transbordou, obrigando algumas famílias a deixarem suas residências. A região fica divisa com a Av. dos Municípios e o bairro Lomba Grande, que já registrava alagamentos. Em Sapiranga, 30 famílias seguem fora de suas casa desde terça-feira e sem expectativa de voltar. 

Em Campo Bom segue em estado de alerta devido à grande quantidade de chuva nos últimos dias, mas a situação na cidade segue estável, com alagamentos em algumas ruas e no pátio de residências nos bairros Vila Rica, Porto Blos e Barrinha, e com o nível Rio dos Sinos medindo 7,28 metros ontem. Ele havia chegado a 7,30 metros na quarta. Já o Rio Caí, baixou para 9 metros ontem, no trecho de São Sebastião do Caí, e as 37 famílias que haviam sido removidas puderam voltar para suas casas. O mesmo ocorreu em Montenegro.

Alto Jacuí

Os ventos fortes e a queda de granizo registrados no início da tarde em Carazinho, por cerca de 10 minutos, causaram vários estragos em diversos pontos da cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da prefeitura passaram a tarde auxiliando no trabalho de remoção de árvores e colocação de lonas.

De acordo com o Tenente Alair Humberto Lago, comandante do Corpo de Bombeiros de Carazinho, a corporação atendeu, até o final da tarde, mais de 400 ligações e prestou 65 atendimentos que envolveram entrega de lonas em residências e corte e retirada de árvores que caíram sobre veículos, residências e nas vias urbanas da cidade. Os bairros mais atingidos foram o Centro, Santa Lúcia, Sommer, Santo Antônio, Floresta e Oriental com destelhamentos, perfuração de telhas e queda de árvores.


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