CORTES NO ORÇAMENTO DA UNIÃO SERÃO ANUNCIADOS NESTA SEXTA- FEIRA.

22/05/2015 08:54

Governo quer aumentar a taxação sobre lucros dos bancos para reforçar o caixa. O imposto subiria de 15% para 20%, o que significa cerca de R$ 3 bilhões para ajudar no ajuste fiscal. Mas a elevação ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

Na sexta-feira (22) serão anunciados os cortes no orçamento da União, que, para a presidente Dilma, não vão paralisar o governo.

“Hoje à tarde o ministro Nelson Barbosa vai fazer o anúncio sobre o contigenciamento. Hoje? Hoje é quarta? É quinta! Ah, então é amanhã, desculpa”, declara a presidente Dilma Rousseff.

Foi tanto vai-e-vem sobre o anúncio dos cortes que confundiu até a presidente e sobre o valor,  ela não quis falar de jeito nenhum.

“Tem gente que acha que o contingenciamento do governo vai ser pequeno. Não vai. Vai ser um contingenciamento e aí eu dou o conceito e não o número: não tão grande que não seja necessário nem tão pequeno que não seja efetivo, que não provoque nada. Ele tem de ser absolutamente adequado. Nenhum contingenciamento paralisa governo”, declara Dilma.

O ministro da Fazenda já disse que o corte deve ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões. E, mais uma vez, a presidente defendeu a aprovação do ajuste fiscal.

“Eu espero a aprovação. Por que eu espero e quero a aprovação? Porque para o Brasil virar esta pagina é fundamental que façamos um ajuste”, justifica Dilma.

O corte no orçamento vai sair sem que nenhuma votação das medidas de ajuste tenha sido concluída pelo Congresso.

As medidas provisórias perdem a validade no dia 2 de junho, mas senadores aliados do governo, inclusive do PT, abriram fogo amigo e dizem que vão votar contra as propostas que alteram critérios para a concessão de direitos trabalhistas e benefícios da previdência.

Um dos que puxam esse grupo de aliados “rebeldes” é o senador Lindbergh Faria. Na quarta-feira (21), no pinga-fogo, com o comentarista Heraldo Pereira, ele chegou a defender a saída do ministro Joaquim Levy.

“Eu acho que o ministro Levy age mais como secretário do Tesouro Nacional. Ele é bom para cortar, mas para formular um projeto de política econômica, ele está devendo à nação. Eu prefiro sem Levy”, declara o deputado Lindbergh Farias.

A presidente Dilma comentou a declaração do senador.. “Este é um pais democrático e as pessoas podem pensar diferente. Eu não tenho a mesma posição com relação a Joaquim Levy do senador. O Joaquim Levy é da minha confiança e fica no governo”, ressalta a presidente Dilma Rousseff.


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