O desemprego no Brasil atingiu 8,3% no segundo trimestre de 2015, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Trimestral (Pnad C

27/08/2015 09:33

O Rio Grande do Sul fechou 17.818 empregos com carteira assinada em julho, o que configura o pior resultado para o período em 12 anos. A Indústria da Transformação cortou, sozinha, quase sete mil vagas no mercado de trabalho. Serviços e comércio perderam, juntos, mais nove mil. Nenhum setor teve resultado positivo no mês passado e, só a região Metropolitana da Capital cortou 6,077 empregos formais, confirmou nesta sexta-feira o Ministério do Trabalho e Emprego.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o Rio Grande do Sul teve quase 30 mil vagas de emprego eliminadas em 2015. Em julho, as cidades com mais de 30 mil habitantes que tiveram os piores saldos de emprego foram, nessa ordem, Vacaria, Bento Gonçalves, Passo Fundo, Lajeado e Cachoeirinha.

No país, foram fechados em julho 157.905 postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a menor geração de empregos para o mês desde 92, quando iniciou a série histórica. Das 27 unidades da Federação, só três apresentaram aumento no nível de emprego em julho: Pará (2.634), Maranhão (2.121) e Mato Grosso (707). São Paulo (38.109 postos), Rio de Janeiro (19.457) e Rio Grande do Sul (17.818 postos) tiveram os maiores número de demissões.

O total resulta da diferença entre admissões (1.397.393) e demissões de trabalhadores (1.555.298). Segundo o ministério, no acumulado do ano, houve perda de 494.386 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 778.731 postos de trabalho, na série ajustada.

No mês, entre os setores de atividade econômica, apenas a agricultura teve desempenho positivo, com geração de 24.465 postos de trabalho. O número foi alcançado, de acordo com o ministério, por motivos sazonais. Segundo o Caged, o resultado é muito próximo da média de 2003 a 2014 para o mês de julho (geração de 24.848 postos de trabalho).

De acordo com o Caged, das 27 unidades da Federação, em três, houve aumento no nível de emprego em julho: Pará (2.634), Maranhão (2.121) e Mato Grosso (707). O maior número de demissões ocorreu em São Paulo (38.109 postos), no Rio de Janeiro (19.457) e no Rio Grande do Sul (17.818 postos).

Mais cedo, em São Paulo, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, havia adiantado que os números do Caged seriam negativos. Segundo ele, a expectativa é que, até o final do ano, o país retome o crescimento dos empregos. A retomada, de acordo com o ministro, deve vir do aporte de recursos que o governo vem fazendo para estimular as atividades econômicas. Dias citou como exemplo a liberação de R$ 3,1 bilhões do Banco do Brasil para o setor automotivo e os investimentos na construção civil, por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Procurado, o Ministério da Fazenda informou que não comentará os dados do Caged.


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